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29-09-2011
A troca de Fraldas e a insalubridade

 

O correto entendimento entre a higiene dos pequenos e o que é enquadrado como atividade insalubre por agente biológico melhora as relações de trabalho nas escolas Infantis.
No âmbito da Legislação que regulamenta as diretrizes básicas de segurança do trabalho, estabelecidas pelas Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde - NRs, os agentes biológicos incluem-se no conjunto dos agentes ambientais, juntamente com os agentes físicos e químicos que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde.
Afinal, o que são e quais são os agentes biológicos? Dentre outros, são microrganismos, visíveis individualmente apenas ao microscópio, entre aqueles que causam dano à saúde humana incluem-se bactérias, fungos, alguns parasitas (protozoários) e vírus.
Estes agentes estão presentes em determinados ambientes de trabalho. A legislação descreve as atividades profissionais que envolvem os agentes biológicos capazes de gerar danos aos trabalhadores, que quando expostos, ou seja, sem utilizar equipamentos de proteção, passam ter direito ao adicional de insalubridade.
Para efeito de percepção do adicional, são considerados trabalhos ou operações, em contato permanente com pacientes em isolamento por doenças infecto-contagiosas em hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação. Fundamentalmente estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana e somente ao pessoal em contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes sem a esterilização.
Não se pode equiparar, nem de longe, pré-escolas ou escolas de educação infantil com hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios ou postos de vacinação e muito menos, a higiene das crianças, com trabalhos com pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas.
A luz da boa prática profissional, mesmo não sendo enquadrado como agente insalubre, deve-se respeitar os critérios de higiene nas atividades que envolvam a troca de fralda. Alguns procedimentos e condições ambientais adequados para evitar a disseminação de microrganismos, principalmente entre as crianças, devem ser adotados.
O local de troca e armazenamento de fraldas sujas deve ser arejado. O lixo onde são descartadas as fraldas precisa ser tampado e trocado com freqüência. Deve-se adotar procedimentos de higiene das mãos antes e após os cuidados da criança, com utilização de álcool 70%.
Fica ainda a recomendação de deixar à disposição do trabalhador, para sua opção de utilização, no local de higiene das crianças, luvas do tipo cirúrgicas. Devendo esta ser descartada juntamente com a fralda suja. Este procedimento não exclui a higienização das mãos antes e após o cuidado da criança.
 
Cézar Orlandi
Engenheiro de Segurança do Trabalho
corlandi@terra.com.br
Fone (51) 9967-0156

 
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